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Não poderia deixar de fazer um registro a respeito da Ávore Nacional, que após um longo período, volta a nos agraciar com sua florada, tornando nosso dia-a-dia mais belo, e amarelo.
Ipês
Os Ipês Amarelos estão chegando, aos poucos...
E desabrochando seus amarelos brasis
E deixando que o evento o derrame
Pelo chão fosco, e colorindo-o de mel vivo
E alimentando abelhas, colibris e insetos vorazes
Incessantemente, sem medidas, imarcescíveis
Como o Tempo nos Parques, de Vinícius de Morais.
BLM


criado por Bruno Leal
18:38:28No persona dessa semana vamos conhecer o artista plástico Luiz Antônio Ferreira. Executivo por formação, a vida toda teve de conciliar o amor pela pintura e suas atividade empresariais. Reconhecido como internacionalmente com artista já fez exposições em diversas galerias do país. Muito simpático, ele nos concedeu uma entrevista em seu atual estabelecimento comercial, confira:
Tribuna de Vinhedo: Você é natural de onde?
Luiz Antônio Ferreira: Eu nasci em Santos, onde morei até os 17 anos. Lá eu era ligado muito a esportes como Vôlei,onde joguei até na Seleção Paulista Juvenil. Jogava futebol também, como goleiro, no Santos Juvenil.
T.V.: Você é casado? Tem filhos?
L.A.F.: Eu sou separado, porém, ainda tenho uma ligação muito forte com a minha família. Tenho três filhos, todos formados. Luiz Otávio (Advogado), Luiz Fernando (Administrador de empresa) e João Luiz, que é publicitário.
T.V.: Qual a sua formação acadêmica?
L.A.F.: Depois que eu sai de Santos, eu fui estudar agronomia em Piracicaba,na Esalq (Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz). Cursei até o terceiro ano e, depois, vi que não era aquilo que eu queria. Não me adaptei ao curso etc...Aí voltei pra Santos e me formei em Administração. Naquela época, ao término da Faculdade, eu fui a São Paulo procurar o Roberto Campos para ser o paraninfo da turma e ele me chamou para trabalhar com ele, foi quando eu me mudei para São Paulo, em 70.
T.V.: E pintura, a arte, como isso surgiu na sua vida?
L.A.F: Desde moleque eu já desenhava. Durante toda a minha trajetória como executivo a pintura vinha a reboque. Visitava ateliês por toda parte, conheci muita gente boa no ramo,no Rio e Em São Paulo. Quando eu fui para o Rio, por causa de uma empresa que eu coordenava, conheci Chlau Deveza . Na casa dele, aos domingo a gente se reunia para conversar sobre arte e fazer arte. Foi lá também onde eu tomei coragem para mostrar meus trabalhos.
T.V.: Como foi que você teve a oportunidade de estudar artes em Nova York?
L.A.F: Eu fui inscrito no Prêmio “Talentos Miguelangelo”, em São Paulo. Foi um concurso enorme que ocorreu, havia muitos artistas, isso em 94. Participei com o quadro A2F4, onde a técnica usada era acrílica sobre tela. O prêmio era um curso na Parson school of New York. Aprendi muita coisa lá.
T.V.: Você disse que por muito tempo foi executivo. Em algum momento da sua vida você teve que optar entre sua carreira e a pintura?
L.A.F: Eu trabalhei em grandes empresas como executivo, depois passei a dar consultoria para empresas importantes também. Mas foi nos anos noventa que eu peguei pra valer na arte. Comecei a trabalhar no ateliê de Dalton de Luca. Lá eu trabalhava com pintura a óleo, guache etc... Fiquei lá até 94. Mas isso eu ainda trabalhava como administrador de empresas. Eu só resolvi mesmo parar com as minhas atividades empresariais em 2002. Montei um ateliê em Moema e fiquei lá de 2002 até meados de 2003, que foi quando eu vim para Vinhedo.
T.V.: Aqui em Vinhedo você chegou a montar um ateliê?
L.A.F.: Quando eu me mudei para cá eu realmente pretendia viver da arte. Porém, como sabemos isso não é uma coisa simples. Tentei montar uns estúdios e não deu muito certo. Foi quando eu percebi que não teria jeito e eu teria que ter uma outra renda vindo de outro tipo de negócio. Foi ai que eu montei a Cia dos Espetinhos, em sociedade com dois jovens amigos, a Giovanna e o Bruno Fattori.
T.V.: Quais são as suas influências e quantos trabalhos você calcula que já tenha produzido?
L.A.F.: Eu calculo que mais de 1000, com certeza. As minhas influências,basicamente, são Kandinsk, Matisse, Torres Garcia, que é um latino que poucos conhecem, mas que tem um trabalho maravilhoso.
T.V.: Como você defini a sua obra?
L.A.F.: O meu trabalho é compulsivo. É uma compulsão de grafismo. A cor entra como um fator de limite, equilíbrio, que organiza. A Arte é para mim uma atitude de busca do equilíbrio entre a razão e a emoção, que me permitem o fazer criativo, através da qual eu sou, não estou.
T.V.: O que você acha da atividade cultural da cidade onde mora?
L.A.F.: Eu conheço alguns artistas aqui da cidade. Muitos bons e com potencial. Acho também que o Edílson Caldeira, juntamente com sua equipe, tem feito um ótimo trabalho. É fantástico ver em uma prefeitura, uma secretária de cultura se sobressaindo sob as outras, como sendo uma das mais fortes, se não a mais forte e ativa.
Obras de Luiz Antônio Ferreira



criado por Bruno Leal
18:30:39