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Quando eu era moleque e percorrias os campos de Minas, na região de Itajubá, não se via um só Canário da Terra (Sicallis Flaveola). Diziam os mineiros dali, que eles estiveram por lá, fazendo seus ninhos na cumieira das casas.
Naquela época, criança, eu e meu avô caçávamos Coleiros (Sporophila caerulescens) nos arredores da fazenda, por diversão, nada predatório. E ouvíamos histórias de caçadas de Canário. Aliás, o Canário se extinguiu nessas áreas pelo seu alto valor comercial.
Hoje em dia, sabendo e tendo consciência de certos problemas ambientais é claro que não faria isso novamente. E foram anos de caminhadas por aquelas estradinhas empoeiradas, pastos e muitos mourões de cercas. Nunca vi um, nem para remédio. Era mesmo lenda. Um ou outro peão que dizia: “há, eu acho que vi um lá na estrada tal, perto de tal lugar”.
Verdade é que eu passei toda a minha infância de passarinheiro tendo como certo a extinção dos Canários da Terra na nossa região. Por mais que procurasse, nunca tinha visto. Tanto é que, quando fomos eu; Fernando e Bruno Torga e Mateus em um acampamento para o Parque Nacional do Caparão, fiquei impressionado ao ver a espécie em seu habitat natural. Eles se empoleiravam próximos aos retrovisores dos carros e travavam verdadeiras batalhas contra seu próprio reflexo. Era até engraçado e dava vontade de avisar: hei, esse ai é você mesmo, não vai tomar a sua fêmea e nem seu território.
Então, graças a iniciativas de alguns santos homens, eu comecei a avistar alguns exemplares aqui, acolá. Pouco tempo depois, sempre que ia dar um pedal, pescar ou fazer um passeio na cachoeira, via alguns. Pessoas começaram soltar casais e, como são nativos, se readaptaram facilmente. Proliferaram-se. Hoje são figurinhas quase fáceis, graças a Deus. Vejo bandos de quase cinqüenta pardos.
Na fazenda do meu avô, onde passei minha infância, nunca havia visto. Hoje eu chego lá e sou recepcionado pelo macho dominante, que estala o canto e deixa claro quem é que manda.
Devemos louvar esses santos homens, que com a iniciativa, me proporcionaram a alegria de chegar em nossa fazenda e escutá-los cantando, soltos. Salve o Canário da Terra, ave símbolo do nosso Brasil. Canto, plumagem, e coragem de autênticos tupiniquins. Aqui estavam antes mesmo de chegarem europeus. Com os índios, conviviam e para eles cantavam.
Porém, essa foi apenas uma vitória. Outras espécies também foram quase dizimadas na região. O Boiadeiro, ou Patativa Boiadeira (Sporophila leucoptera) é um exemplo. Também o Soldadinho Cinza e o Vermelho, conhecido também como Tico-tico-Rei. E muitos outros. É uma pena.

Infelizmente a questão do aquecimento global também vem se refletir para esses espécimes. Por exemplo: O Coleira, ou Coleirinha: Cada ano passado, seu ciclo de reprodução é atrasado ou adiantado, dependendo da enorme e diferente variação de temperatura que o planeta vem sofrendo. Quando a chuvas demoram a chegar, a brachiária não germina e, com isso, não há alimento suficiente para que os casais criem seus filhotes em determinados pontos. A por ai vai.

criado por Bruno Leal
23:50:42 Me impressionei. “Uma verdade inconveniente” é um documentário digno de muita atenção. Primeiro impressionei-me com o estilo, a plástica. È um produto muito bem editado, graficamente impecável. Depois, encontrei-me estarrecido com a quantidade de dados científicos e estatísticos apresentados pelo ator principal, AL Gore. E, por último, fiquei muito impressionado - e tenho que repetir a expressão - com o próprio Al Gore.
Tenho duas frases palavras para definir o que eu senti quando os créditos finais acabaram de rolar na tela: Alivio e emoção. Alívio porque meu cérebro havia começado a fritar tanta informação. E emoção porque rolou uma trilha de final feliz combinado com frases de efeito tocante. Brincadeira...
Depois eu digo o porque da emoção de verdade, vamos aos fatos, só pra contextualizar: “Uma verdade inconveniente” é um documentário em que o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore apresenta uma análise da questão do aquecimento global, mostrando os mitos e equívocos existentes em torno do tema e também possíveis saídas para que o planeta não passe por uma catástrofe climática nas próximas décadas. Ganhou 2 Oscars, nas categorias de Melhor Documentário e Melhor Canção Original ("I Need to Wake Up").
Pois bem, voltando um pouco. Senti alívio quando terminou, porque era muita informação mesmo. Quando eu achava que ele estava concluindo, ele tirava mais um gráfico da manga, com números e setinhas subindo e descendo. Mas quando acabou de verdade eu me senti inútil, comparado a Al Gore.
É muita dedicação que ele parece ter tido com a causa. (Vou trabalhar com a hipótese de ele se preocupar realmente com a situação e de não ser somente uma jogada, ou um meio de se promover). Prefiro acreditar realmente que ele fez e faz tudo aquilo, consciente de estar fazendo sua parte para a manutenção da vida na Terra.
Se você não se sentir só um pouco culpado, ou com um tiquinho de vontade de se mobilizar pela causa, ou até mesmo mudar alguns de seus hábitos depois que assistir ao DOC, faça o seguinte: reveja seus conceitos, mesmo. Lembre-se que terá filhos e que eles merecem desfrutar de tudo o que nosso planeta ainda pode oferecer.
É impressionante o quanto AL se dedicou a difundir e buscar soluções para o eminente e previsto desastre que estamos sofrendo. Não é exagero chamar de desastre, é justo. Alteramos tanto o ambiente em que vivemos que agora estamos sofrendo e continuaremos a sofrer as conseqüências.
Vale muito a pena assistir. Vale a pena abraça a causa, mesmo porque não temos muita escolha. Pense nisso.


criado por Bruno Leal
12:27:40Meditação pode ser excelente aliada no combate ao estresse
Na última segunda-feira, o centro de convenções do CEPROVI se transformou em uma grande sala de meditação. É que a palestra, ministrada por Valéria Ferreira e organizada pela Sahaja Yoga de Vinhedo, com o tema "A meditação no Controle do Estresse", atraiu muita gente, que quase lotou salão. Durante a sua exposição, Valeria defendeu e mostrou que a meditação pode sim ser uma excelente aliada no combate ao cansaço, estresse mental e físico.
A palavra estresse deriva do inglês stress, que significa pressão. Existem muitas definições para a expressão em português e uma das mais apropriadas é: o estresse pode ser considerado uma reação física a determinadas questões da vida capazes de alterar o equilíbrio interno do indivíduo.
"A meditação é a maneira mais simples que nós temos de acessar determinados poderes que nosso próprio corpo tem. Através dela conseguimos uma conexa direta com essa central de poder e como conseqüência vemos manifestar algumas qualidades na nossa vida", explicou a palestrante.
O estresse, a partir do momento em que se torna altamente prejudicial a vida da pessoa, tirando a de seu centro de equilíbrio, pode acarretar em numeras reações físicas como por exemplo o cansaço físico, gastrites, gripe, dores no peito etc...Assim, a meditação atua como um meio de trazer o indivíduo de volta ao seu centro, ao seu equilíbrio e aliviando tenções.
O que muita gente confunde e o que são coisas distintas e a definição de Yoga e meditação. Como já foi dito, a meditação é uma das maneiras de que dispões o ser humano de acessar, de entrar em conexão com o seu corpo, com o seu espírito. Já a Yoga "é união do divino que reside dentro de todos os seres humanos com o divino que permeia o universo", ressaltou Valéria.
O Psicólogo Fernando Fornazari, 35, que esteve presente na palestra, explicou que há quase um ano vem experimentando a meditação como forma de combater sua hiperatividade e outros problemas como insônia e hipertensão. "Eu sempre passava em frente ao centro e por quatro anos tive um pouco de resistência em entrar. Até que um dia entrei e gostei muito. Foi uma experiência ímpar. Eu tinha crises de insônia terríveis e vivia em estresse. Hoje já não tenho mais", relatou ele. Ao final da palestra, Valéria convidou todos a fazerem um teste. Os presentes tiraram seus sapatos e, guiados por ela, a meditação coletiva se iniciou. Ao final, muitos descreveream uma sensação jamais sentida, uma espécie de calma repentina, algo novo.
A Sahaja Yoga
Em 1970, Shri Mataji Nirmala Devi, uma espécie de guru indiano, criou essa vertente da Yoga. "A Sahaja é uma Yoga relativa e foi descrita em livros seculares da cultura indiana. Então, Shiri Mataji a resgatou e a trouxe para a realidade do homem moderno", explicou Valéria Ferreira, que há quinze anos estuda o tema.
O conhecimento da Sahaja Yoga é ancestral, mas por muito tempo, era disponível para apenas algumas almas, sendo mantido secreto e transmitido de guru (mestre) a discípulo. Nos tempos atuais, Shri Mataji tornou esse conhecimento possível a todos e a Auto - Realização em massa tornou-se uma realidade experimentada por centenas de milhares.
Em Vinhedo a Sahaja Yoga está localizada na Av. Independência, 5123. As seções acontecem as quartas-feiras, às 19h30 e são gratuitas. Mais informações pelo telefone (19) 3876 6269. E se você quser saber melhor sobre a Sahaja click no site http://www.sahajayoga.org.br/.
OBS: No site você encontra todos os centros da Sahaja Yoga pelo Brasil.
Shri Mataji Nirmala Devi
Namastê ( O Deus que há em mim, saúda o Deus que há em você)

criado por Bruno Leal
18:29:30